terça-feira, 11 de agosto de 2009
Descoberto processo-chave no sistema imunologico para tratamento do câncro
Buenos Aires, 10 ago (EFE).- Cientistas argentinos descobriram o mecanismo que detém o sistema imunológico humano, o que seria um "processo-chave" para desenvolver tratamentos contra o câncer, diabetes e esclerose múltipla, informaram hoje fontes oficiais. O grupo de pesquisadores, liderado por Gabriel Rabinovich, encontrou "as engrenagens moleculares" que fazem com que o sistema imunológico seja desativado e permita, por exemplo, a expansão de células cancerígenas, afirmou um comunicado do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet) argentino.(ler mais aqui)
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Novo tratamento está a chegar, via oral:Cladribina
A Merck-Serono anunciou que pediu autorização para a introdução de Cladribina, na Europa. Trata-se de uma nova terapêutica oral para os casos de EM por surtos e encontra-se na última fase de ensaio clínico.
O anúncio vem na sequência da divulgação, em Abril, durante o encontro anual da Academia Americana de Neurologia, dos resultados de um ensaio clínico de fase III.
Se o pedido conseguir ultrapassar todas as barreiras regulamentares, o medicamento será a primeira droga modificadora da evolução da doença a ser administrada por via oral. Se não houver mais demoras, a cladribina poderá estar disponível no mercado o mais tardar em meados de 2010, o que significará, a partir dessa altura, uma possibilidade de escolha mais alargada para os portadores de EM.
Eficácia da natalizumab como terapia de segunda linha para casos de EM por surtos: resultados de um estudo multicêntrico feito em países de língua alemã.
É aceite que o Natalizumab (Tysabri) é um medicamento modificador da evolução da EM no caso de pessoas que têm desde o início uma forma muito agressiva da doença ou que têm uma resposta insuficiente aos tratamentos de primeira linha com interferão beta ou acetato de glatiramer.
Dado que os ensaios clínicos deste medicamento não foram desenhados para avaliar o seu efeito enquanto terapêutica secundária (após o insucesso dos tratamentos de primeira linha), os autores estabeleceram, como objectivo, investigar a eficácia da natalizumab nesta última situação.
Apesar de ser um estudo retrospectivo, foi possível demonstrar, quer do ponto de vista clínico quer na ressonância magnética, os efeitos benéficos da natalizumab como medicamento de segunda linha. Os efeitos são evidentes e comparáveis aos dos outros tratamentos modificadores da EM.
Autores: Putzki N, Yaldizli O, Mäurer M, Cursiefen S, Kuckert S, Klawe C. Maschke M, Tettenborn B; Limmroth V
Fonte: Eur J Neurol. 2009 Jul 9
O receptor HLA-Bw4, idêntico à imunoglobulina, protege contra a EM
A EM é uma doença complexa, de causas desconhecidas, na qual os genes e o meio ambiente desempenham importantes papéis.
Pelo facto de a EM ser uma doença auto-imune, a maior parte dos estudos genéticos têm investigado genes especificamente ligados às reacções imunológicas, para se compreender se certas variações destes genes poderão conferir um maior ou menor risco de contrair a doença.
Neste estudo, os autores investigaram os genes que contêm informação sobre a molécula HLA. A HLA é crucial nas reacções imunológicas porque interage com as células imunológicas, tais como as células T e as “Natural Killer” (um tipo de célula imunológica recentemente descoberta e que está envolvida na patogénese da EM).
Os autores compararam um grupo de pessoas com EM com um grupo de controlo de pessoas saudáveis e descobriram que as pessoas que tinham uma variação genética específica da molécula HLA pareciam correr um menor risco de contrair EM. Esta variação genética produz uma célula HLA específica que condiciona e inibe as células “Natural Killer”.
As conclusões deste estudo são importantes porque nos ajudam a conhecer melhor a complexidade da EM.
Autores: Lorentzen AR, Karlsen TH, Olsson M, Smestad C, Mero IL, Woldseth B, Sun JY, Senitzer D, Celius EG, Thorsby E, Spurkland A, Lie BA, Harbo HF.
Fonte: Ann Neurol. 2009 Mar 18;65(6):658-666
O anúncio vem na sequência da divulgação, em Abril, durante o encontro anual da Academia Americana de Neurologia, dos resultados de um ensaio clínico de fase III.
Se o pedido conseguir ultrapassar todas as barreiras regulamentares, o medicamento será a primeira droga modificadora da evolução da doença a ser administrada por via oral. Se não houver mais demoras, a cladribina poderá estar disponível no mercado o mais tardar em meados de 2010, o que significará, a partir dessa altura, uma possibilidade de escolha mais alargada para os portadores de EM.
Eficácia da natalizumab como terapia de segunda linha para casos de EM por surtos: resultados de um estudo multicêntrico feito em países de língua alemã.
É aceite que o Natalizumab (Tysabri) é um medicamento modificador da evolução da EM no caso de pessoas que têm desde o início uma forma muito agressiva da doença ou que têm uma resposta insuficiente aos tratamentos de primeira linha com interferão beta ou acetato de glatiramer.
Dado que os ensaios clínicos deste medicamento não foram desenhados para avaliar o seu efeito enquanto terapêutica secundária (após o insucesso dos tratamentos de primeira linha), os autores estabeleceram, como objectivo, investigar a eficácia da natalizumab nesta última situação.
Apesar de ser um estudo retrospectivo, foi possível demonstrar, quer do ponto de vista clínico quer na ressonância magnética, os efeitos benéficos da natalizumab como medicamento de segunda linha. Os efeitos são evidentes e comparáveis aos dos outros tratamentos modificadores da EM.
Autores: Putzki N, Yaldizli O, Mäurer M, Cursiefen S, Kuckert S, Klawe C. Maschke M, Tettenborn B; Limmroth V
Fonte: Eur J Neurol. 2009 Jul 9
O receptor HLA-Bw4, idêntico à imunoglobulina, protege contra a EM
A EM é uma doença complexa, de causas desconhecidas, na qual os genes e o meio ambiente desempenham importantes papéis.
Pelo facto de a EM ser uma doença auto-imune, a maior parte dos estudos genéticos têm investigado genes especificamente ligados às reacções imunológicas, para se compreender se certas variações destes genes poderão conferir um maior ou menor risco de contrair a doença.
Neste estudo, os autores investigaram os genes que contêm informação sobre a molécula HLA. A HLA é crucial nas reacções imunológicas porque interage com as células imunológicas, tais como as células T e as “Natural Killer” (um tipo de célula imunológica recentemente descoberta e que está envolvida na patogénese da EM).
Os autores compararam um grupo de pessoas com EM com um grupo de controlo de pessoas saudáveis e descobriram que as pessoas que tinham uma variação genética específica da molécula HLA pareciam correr um menor risco de contrair EM. Esta variação genética produz uma célula HLA específica que condiciona e inibe as células “Natural Killer”.
As conclusões deste estudo são importantes porque nos ajudam a conhecer melhor a complexidade da EM.
Autores: Lorentzen AR, Karlsen TH, Olsson M, Smestad C, Mero IL, Woldseth B, Sun JY, Senitzer D, Celius EG, Thorsby E, Spurkland A, Lie BA, Harbo HF.
Fonte: Ann Neurol. 2009 Mar 18;65(6):658-666
quarta-feira, 10 de junho de 2009
ESCLEROSE MÚLTIPLA
Uma visão nutricional Dieta é a mesma para a população adulta normal
...Embora até o momento não exista uma evidência clara do efeito da dieta especifica sobre a taxa de progressão da doença, alguns estudos científicos têm mostrado que pode ser obtido algum benefício no consumo de alimentos que sejam fontes de compostos antioxidantes e de ácidos graxos essenciais. Nossa dieta normalmente contém determinadas vitaminas e minerais, tais como a vitamina E - lipossolúvel, encontrada na margarina, manteiga e frutas frescas vitamina A - hidrossolúvel, encontrada nas frutas e vegetais frescos selênio - mineral essencial encontrado nos produtos em grãos, peixes, ovos, queijos e carne que são denominadas antioxidantes, e que podem exercer um efeito protetor na bainha de mielina do cérebro contra inflamações causadas pelos radicais livres. Por outro lado os ácidos graxos essenciais, ou seja, aquelas gorduras que o corpo necessita para sua saúde, mas é incapaz de produzir e, por isso, deve obtê-las da dieta, constituem uma parte importante da estrutura do tecido cerebral e da bainha de mielina. O ácido linoleico é o mais amplamente usado desses ácidos graxos essenciais, e está presente em grandes quantidades no óleo de prímula e no óleo de girassol. Outro tipo de ácido graxo essencial é a série Omega-3, encontrada nos peixes e óleos de peixes e na linhaça.. Existem evidências de que esses ácidos graxos essenciais podem alterar a resposta inflamatória nas doenças auto-imunes, como é o caso da Esclerose Múltipla....
Uma visão nutricional Dieta é a mesma para a população adulta normal
...Embora até o momento não exista uma evidência clara do efeito da dieta especifica sobre a taxa de progressão da doença, alguns estudos científicos têm mostrado que pode ser obtido algum benefício no consumo de alimentos que sejam fontes de compostos antioxidantes e de ácidos graxos essenciais. Nossa dieta normalmente contém determinadas vitaminas e minerais, tais como a vitamina E - lipossolúvel, encontrada na margarina, manteiga e frutas frescas vitamina A - hidrossolúvel, encontrada nas frutas e vegetais frescos selênio - mineral essencial encontrado nos produtos em grãos, peixes, ovos, queijos e carne que são denominadas antioxidantes, e que podem exercer um efeito protetor na bainha de mielina do cérebro contra inflamações causadas pelos radicais livres. Por outro lado os ácidos graxos essenciais, ou seja, aquelas gorduras que o corpo necessita para sua saúde, mas é incapaz de produzir e, por isso, deve obtê-las da dieta, constituem uma parte importante da estrutura do tecido cerebral e da bainha de mielina. O ácido linoleico é o mais amplamente usado desses ácidos graxos essenciais, e está presente em grandes quantidades no óleo de prímula e no óleo de girassol. Outro tipo de ácido graxo essencial é a série Omega-3, encontrada nos peixes e óleos de peixes e na linhaça.. Existem evidências de que esses ácidos graxos essenciais podem alterar a resposta inflamatória nas doenças auto-imunes, como é o caso da Esclerose Múltipla....
Vida Normal
Medicamentos permite vida normal à maioria
Um estudo feito no Centro Hospitalar de Coimbra (CHC, EPE) em doentes com esclerose múltipla, divulgado hoje num congresso em Espinho, concluiu que a maioria consegue levar uma vida normal, mesmo com vários anos de progressão da patologia.(ler mais aqui)
Um estudo feito no Centro Hospitalar de Coimbra (CHC, EPE) em doentes com esclerose múltipla, divulgado hoje num congresso em Espinho, concluiu que a maioria consegue levar uma vida normal, mesmo com vários anos de progressão da patologia.(ler mais aqui)
Insatisfação Familiar
Estudo
Insatisfação familiar e depressão agravam esclerose múltipla
A insatisfação familiar e a prevalência de quadros depressivos potencia o agravamento da condição neuropsicológica em doentes com esclerose múltipla, revela um estudo de investigadores da Universidade do Porto a que a Lusa teve hoje acesso. (ler mais aqui)
Insatisfação familiar e depressão agravam esclerose múltipla
A insatisfação familiar e a prevalência de quadros depressivos potencia o agravamento da condição neuropsicológica em doentes com esclerose múltipla, revela um estudo de investigadores da Universidade do Porto a que a Lusa teve hoje acesso. (ler mais aqui)
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agravamento,
cafeina. esclerose múltipla,
insatisfação familiar
Australiano volta a andar
Australiano paralisado por 23 anos volta a andar após aplicação de Botox
Um australiano que estava paralisado havia mais de duas décadas após ter sofrido um derrame conseguiu voltar a andar graças a um tratamento com injeções de Botox. (lr mais por aqui)
Um australiano que estava paralisado havia mais de duas décadas após ter sofrido um derrame conseguiu voltar a andar graças a um tratamento com injeções de Botox. (lr mais por aqui)
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Novidades!
Andava já há uma semana com uma sensação estranha na perna esquerda (a direita já desde Abril que tinha a sensibilidade profunda em baixo) tipo caimbras e pouca força. O braço esquerdo a acusar também pouca força. Vai daí, tendo que ir com o carro à oficina à Guarda, resolvo ir às urgências ao Hospital Sousa Martins. A espera do costume, 1h 30m, e lá me chama a médica de serviço.
Pois, você tem EM, vou ver se temos neurologista de serviço. Telefona para a central e pede para chamar o neuro. Chamada de volta com o neuro do outro lado.
- Ah e tal, tens aqui um doente que tu segues....
- Mas eu estou de férias!
- Mas tás aqui na escala de hoje!
- Pois, mas estou de férias!
- Mas o doente tem estes e aqueles sintomas...e tal... Resposta provável de lá:
- Dás-lhe três doses,de 1 g cada dia, de Solu-Medrol com soro e tal...
Ora isto tudo, digo eu, só para dizer: em Abril passado foi necessário ir ao hospital três vezes, na presença do mesmo médico e, só já nas últimas é que o dito me internou!
Hoje, de férias, pelo telefone, (e eu é que disse à médica que me devia tar a dar outro surto, o que ela transmitiu ao colega)logo receitou o tratamento , com corticosteróides, em ambulatório! O meu estado ainda não é tão grave como em Abril passado mas, vamos lá a ver, pode ser que esta forma de actuação seja mais eficaz!
Pois, você tem EM, vou ver se temos neurologista de serviço. Telefona para a central e pede para chamar o neuro. Chamada de volta com o neuro do outro lado.
- Ah e tal, tens aqui um doente que tu segues....
- Mas eu estou de férias!
- Mas tás aqui na escala de hoje!
- Pois, mas estou de férias!
- Mas o doente tem estes e aqueles sintomas...e tal... Resposta provável de lá:
- Dás-lhe três doses,de 1 g cada dia, de Solu-Medrol com soro e tal...
Ora isto tudo, digo eu, só para dizer: em Abril passado foi necessário ir ao hospital três vezes, na presença do mesmo médico e, só já nas últimas é que o dito me internou!
Hoje, de férias, pelo telefone, (e eu é que disse à médica que me devia tar a dar outro surto, o que ela transmitiu ao colega)logo receitou o tratamento , com corticosteróides, em ambulatório! O meu estado ainda não é tão grave como em Abril passado mas, vamos lá a ver, pode ser que esta forma de actuação seja mais eficaz!
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