24 de Abril de 2008
Bendita Quinta - feira! Como no dia anterior, acordei bem disposto, sem soluços. Após o pequeno almoço tive a visita do médico neurologista que me internou, dizendo que me ia dar alta pois os resultados das RM's ainda não tinham chegado. Como não tinha mais tratamentos a fazer, de momento, não se justificava ficar no hospital. Comecei, então, por começar a arrumar as minhas coisas e telefonei para casa a dar a novidade. O meu filho ficou de me vir buscar depois de almoço e assim foi. Depois de almoço lá fui embora, de regresso a casa, sem antes ter que esperar algum tempo, até que o meu filho acabasse as aulas. Passei o tempo numa sala de estudo da Escola Superior de Educação da Guarda onde aproveitei para por em dia a minha viagem habitual pelos blogs da minha preferência.
Por aqui termina este diário dum Internamento pois voltei a casa. Agora é só esperar que a minha recuperação continue lentamente e a perna direita fique recuperada completamente!
Até breve.
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sexta-feira, 2 de maio de 2008
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Diário de um Internamento 9
23 de Abril de 2008
Hoje é um dia importante. Comecei sem soluços e vou fazer uma Ressonância Magnética. Cerca da 8h 30m o condutor da ambulância vem buscar-me para ir à CEDIR fazer a RM. Chegado ao local do exame apenas esperei 15 minutos. Entrei para o gabinete e fizeram-me as perguntas habituais aquando deste tipo de exames. Afinal não era só uma Ressonância: eram quatro. Durante 01h 15m estive no "tubo" e fiz os quatro exames: ao cérebro, à coluna, à medula cervical e à medula dorsal. O que valeu foi que para cada tipo de exame tinha que sair do tubo para serem mudados alguns utensílios específicos. Regressado ao hospital o dia correu normalmente, sem soluços e, para variar, lá dei a minha injecção de Rebif (interferão B1a), pelas 22h 45m. Foi uma noite de descanso, com umas acordadelas pela madrugada mas nada que não se remedeie.
Hoje é um dia importante. Comecei sem soluços e vou fazer uma Ressonância Magnética. Cerca da 8h 30m o condutor da ambulância vem buscar-me para ir à CEDIR fazer a RM. Chegado ao local do exame apenas esperei 15 minutos. Entrei para o gabinete e fizeram-me as perguntas habituais aquando deste tipo de exames. Afinal não era só uma Ressonância: eram quatro. Durante 01h 15m estive no "tubo" e fiz os quatro exames: ao cérebro, à coluna, à medula cervical e à medula dorsal. O que valeu foi que para cada tipo de exame tinha que sair do tubo para serem mudados alguns utensílios específicos. Regressado ao hospital o dia correu normalmente, sem soluços e, para variar, lá dei a minha injecção de Rebif (interferão B1a), pelas 22h 45m. Foi uma noite de descanso, com umas acordadelas pela madrugada mas nada que não se remedeie.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Diário de um Internamento 8
22 de Abril de 2008
Hoje já comecei melhor o dia apesar de ainda ter soluços. Dormi melhor mas comecei o dia com os ditos cujos mais fracos. Como não me davam o comprimido da manhã para eles perguntei a uma enfermeira se tinham esquecido a toma das 7.30 ao que me respondeu que já o tinha tomado as 2 da manhã. Vá-se lá entender estas coisas! A tia Ester veio visitar-me às 14h 30m e trouxe-me uns bolitos com creme (chantili) e não é que me passaram os soluços após ter comido um?
O resto do dia passou bem e pelas 22h 30m, antes do chá da noite, os soluços passaram sem mais! Não voltaram até me deitar e dormi muito bem, apesar de acordar várias vezes de noite!
Hoje já comecei melhor o dia apesar de ainda ter soluços. Dormi melhor mas comecei o dia com os ditos cujos mais fracos. Como não me davam o comprimido da manhã para eles perguntei a uma enfermeira se tinham esquecido a toma das 7.30 ao que me respondeu que já o tinha tomado as 2 da manhã. Vá-se lá entender estas coisas! A tia Ester veio visitar-me às 14h 30m e trouxe-me uns bolitos com creme (chantili) e não é que me passaram os soluços após ter comido um?
O resto do dia passou bem e pelas 22h 30m, antes do chá da noite, os soluços passaram sem mais! Não voltaram até me deitar e dormi muito bem, apesar de acordar várias vezes de noite!
terça-feira, 29 de abril de 2008
Diário de um Internamento 7
21 de Abril de 2008
Finalmente Segunda - feira! Aparece o doutor a dar novidades: há uma vaga para internamento na Neurologia. Por fim vou mudar de lugar e, ao que vi mais tarde, para melhor. Outra coisa doutor: trate dos meus soluços! E lá saiu uma medicação a tomar de oito em oito horas! Infelizmente apenas comecei a tomar os ditos comprimidos pelas 15h 30m que é, pelos vistos, uma das horas da toma. Ainda almoço no SO e fico à espera do "Táxi" que me leve à Neurologia.
Realmente valeu a pena a mudança. As Enfermeiras e Auxiliares já estavam à minha espera e, à chegada, logo me foi indicada a cama e o armário e posto a par do funcionamento da enfermaria. Além do quarto propriamente dito ( seis pessoas) havia uma pequena marquise onde se tomavam as refeições, servidas pelas auxiliares, em mesa própria, com direito a toalha e tudo. Havia também uma televisão que ajudava a passar o tempo. O horário das visitas já era normal. Já recebi visitas e alguns mimos da tia Ester. Apesar de tomar a medicação para os soluços, os mesmos, à noite, ainda não passavam. Felizmente alguns colegas do quarto faziam companhia e a conversa ajudava a passar o tempo. Mais uma vez , pelas 2 da manhã, tive que pedir ajuda à enfermeira com um comprimido suplementar. Renitente, lá acedeu a dar-mo pois já havia passado 5 horas desde a última toma. Recomendou-me ainda que me deitasse pois o comprimido só fazia efeito em repouso. Lá consegui acalmar os soluços e dormir até cerca das 5-6 da manhã. A situação geral lá melhorou um pouco!
Finalmente Segunda - feira! Aparece o doutor a dar novidades: há uma vaga para internamento na Neurologia. Por fim vou mudar de lugar e, ao que vi mais tarde, para melhor. Outra coisa doutor: trate dos meus soluços! E lá saiu uma medicação a tomar de oito em oito horas! Infelizmente apenas comecei a tomar os ditos comprimidos pelas 15h 30m que é, pelos vistos, uma das horas da toma. Ainda almoço no SO e fico à espera do "Táxi" que me leve à Neurologia.
Realmente valeu a pena a mudança. As Enfermeiras e Auxiliares já estavam à minha espera e, à chegada, logo me foi indicada a cama e o armário e posto a par do funcionamento da enfermaria. Além do quarto propriamente dito ( seis pessoas) havia uma pequena marquise onde se tomavam as refeições, servidas pelas auxiliares, em mesa própria, com direito a toalha e tudo. Havia também uma televisão que ajudava a passar o tempo. O horário das visitas já era normal. Já recebi visitas e alguns mimos da tia Ester. Apesar de tomar a medicação para os soluços, os mesmos, à noite, ainda não passavam. Felizmente alguns colegas do quarto faziam companhia e a conversa ajudava a passar o tempo. Mais uma vez , pelas 2 da manhã, tive que pedir ajuda à enfermeira com um comprimido suplementar. Renitente, lá acedeu a dar-mo pois já havia passado 5 horas desde a última toma. Recomendou-me ainda que me deitasse pois o comprimido só fazia efeito em repouso. Lá consegui acalmar os soluços e dormir até cerca das 5-6 da manhã. A situação geral lá melhorou um pouco!
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Diário de um Internamento 6

20 de Abril de 2008
Domingo. Mais um dia igual aos outros; doentes que entram e saem, soluços para não variar, esperar que passe mais um dia e, finalmente, uma noite pela frente para tentar dormir e descansar!
Chegada a noite começa o martírio: andar atrás e adiante para passar o tempo, ver chegar doentes, acidentes,..., voltar para a cama e tentar dormir, sai da cama por não conseguir pregar olho, enfim, acabar por pedir à enfermeira mais um SOS para acalmar. Lá vai ela ao médico pedir mais uma dose e lá vem ela com um género de soro (125 mg, pr'aí) que depressa entram na veia (gota a gota). Depois de alguma dúvida relativamente ao efeito do medicamento, lá acalmei e consegui dormir. Já nem sei que horas eram!
Dentro disto tudo, o que vale são as visitar da família ou de alguns conhecidos que trabalham no hospital, ou que conseguem infiltrar-se ao abrigo de funcionários do hospital.
domingo, 27 de abril de 2008
Diário de um Internamento 5

19 de Abril de 2008
Hoje é sábado. Mais um dia a esperar e a secar. Mais um dia de soluços. E , chegada a noite, começa o sacrifício. Parece que o tempo não passa. Cada minuto parece uma hora. Chegam as 3 da manhã e os ditos não param. Peço ajuda à enfermeira! Ela fala com o médico de servico e este dá-lhe ordem para me aplicar uma injecção intravenosa que vai fazer efeito e até dá tonturas. É verdade: fez efeito, deu tonturas e consegui dormir mais duas horas!
sábado, 26 de abril de 2008
Diário de um Internamento 4
18 de Abril de 2008
Com referi no post anterior comecei o dia às 6 da manhã com soluços. Pelas 9 horas chegou o médico e pedi-lhe para me resolver o problema dos soluços. Mandou aplicar-me uma injecção intramuscular de SOS para o problema. Mais tarde verifiquei que não tinha dado indicações para me aplicarem as outras duas que se podiam tomar durante o dia. Conclusão: a que tomei não foi suficiente para resolver o acesso constante dos malditos. Pela tarde ainda tomei o medicamento para o estômago mas fiquei a saber que o ciclo de corticosteróides tinha terminado. À noite foi o mesmo sacrifício: os soluços não paravam e, pelas três da manhã pedi à enfermeira para me dar alguma coisa mas o medico de serviço já tinha ido embora? e não podia dar-me nada sem a sua autorização. Sugeriu-me que me deitasse com as costas levantadas, ajeitou-me o lençol e mandou-me fechar os olhos. Pareceu magia! Os soluços pararam e consegui dormir duas horas. Pelas 5 da manhã acordei, fui à casa de banho e os soluços voltaram! Com a chegada do amanhecer esta maldita praga tornou-se mais fácil de suportar.
Com referi no post anterior comecei o dia às 6 da manhã com soluços. Pelas 9 horas chegou o médico e pedi-lhe para me resolver o problema dos soluços. Mandou aplicar-me uma injecção intramuscular de SOS para o problema. Mais tarde verifiquei que não tinha dado indicações para me aplicarem as outras duas que se podiam tomar durante o dia. Conclusão: a que tomei não foi suficiente para resolver o acesso constante dos malditos. Pela tarde ainda tomei o medicamento para o estômago mas fiquei a saber que o ciclo de corticosteróides tinha terminado. À noite foi o mesmo sacrifício: os soluços não paravam e, pelas três da manhã pedi à enfermeira para me dar alguma coisa mas o medico de serviço já tinha ido embora? e não podia dar-me nada sem a sua autorização. Sugeriu-me que me deitasse com as costas levantadas, ajeitou-me o lençol e mandou-me fechar os olhos. Pareceu magia! Os soluços pararam e consegui dormir duas horas. Pelas 5 da manhã acordei, fui à casa de banho e os soluços voltaram! Com a chegada do amanhecer esta maldita praga tornou-se mais fácil de suportar.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Diário de um Internamento 2
16 de Abril de 2008
Estou acomodado no SO. Continua o tratamento: corticosteróides, protecção para o estômago, soro q.b.. Visita do médico que me põe ao corrente do tratamento e que ainda não há vaga na neurologia para ser internado. Só epois de ser internado é que poso fazer a Ressonãncia Magnética para ver o estado das coisas e se há formação de placas e onde.
Estou alojado num quarto de três mas os colega são sempre novos. Todosos dias entra ou sai algum: estamos nas urgências!
Chega a noite: hora de dormir! Dormir é uma forma de dizer. Apesar de os colegas serem sossegados o movimento daquela secção pouco ajuda. Durmo pouco mais de uma hora e dou conta de todo e qualquer movimento. Hoje tive um colega em estado miserável: só pele e osso, apoiado com oxigénio...
Estou acomodado no SO. Continua o tratamento: corticosteróides, protecção para o estômago, soro q.b.. Visita do médico que me põe ao corrente do tratamento e que ainda não há vaga na neurologia para ser internado. Só epois de ser internado é que poso fazer a Ressonãncia Magnética para ver o estado das coisas e se há formação de placas e onde.
Estou alojado num quarto de três mas os colega são sempre novos. Todosos dias entra ou sai algum: estamos nas urgências!
Chega a noite: hora de dormir! Dormir é uma forma de dizer. Apesar de os colegas serem sossegados o movimento daquela secção pouco ajuda. Durmo pouco mais de uma hora e dou conta de todo e qualquer movimento. Hoje tive um colega em estado miserável: só pele e osso, apoiado com oxigénio...
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Diário de um Internamento 1
15 de Abril de 2008
Após dias e meses de sintomas (pés dormentes, perna direita cada vez menos sensível, grandes desequilíbrios, alguma dificuldade em controlar o esfincter, entre outros) decido que não posso esperar mais e deixar de tratar a sintomatologia com um simples LYRICA depois do insucesso de outras marcas.
Telefono ao médico e digo que vou para as urgências. Ele não está de banco mas diz que dará indicações aos colegas para que me seja iniciado um ciclo de corticosteróides.
Dou entrada cerca das 13 horas e por ali fico uma hora à espera. Depois sou chamado para a primeira conversa com o médico de serviço. De seguida passo ao enfermeiro para me ser feita uma colheita de sangue.Regresso à sala der espera onde há uma boa corrente de ar!
Passadas duas hora chegam os resultados das análises e dou entrada no corredor das urgências onde me é aplicado o soro com o corticosteróide. Lá para a noite sou acomodado numa das salas do Balcão Homens e, já quase pronto a dormir, sou levado para o SO (Serviço de Observação) onde tenho direito a uma cama um pouco mais confortável.
Após dias e meses de sintomas (pés dormentes, perna direita cada vez menos sensível, grandes desequilíbrios, alguma dificuldade em controlar o esfincter, entre outros) decido que não posso esperar mais e deixar de tratar a sintomatologia com um simples LYRICA depois do insucesso de outras marcas.
Telefono ao médico e digo que vou para as urgências. Ele não está de banco mas diz que dará indicações aos colegas para que me seja iniciado um ciclo de corticosteróides.
Dou entrada cerca das 13 horas e por ali fico uma hora à espera. Depois sou chamado para a primeira conversa com o médico de serviço. De seguida passo ao enfermeiro para me ser feita uma colheita de sangue.Regresso à sala der espera onde há uma boa corrente de ar!
Passadas duas hora chegam os resultados das análises e dou entrada no corredor das urgências onde me é aplicado o soro com o corticosteróide. Lá para a noite sou acomodado numa das salas do Balcão Homens e, já quase pronto a dormir, sou levado para o SO (Serviço de Observação) onde tenho direito a uma cama um pouco mais confortável.
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